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Linha
Aberta Para o Céu |
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Araraquara-SP, Brasil , |
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DROGAS E SUAS CONSEQÜÊNCIAS PARA O USUÁRIO – PARA A SOCIEDADE – PARA A FAMÍLIA
O
CONHECIMENTO DAS CONSEQÜÊNCIAS REPRESENTA A VIDA OU A
MORTE |
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ÁLCOOL
- 2ª
parte Efeitos
agudos
A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que
aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outra
depressora. Nos primeiros momentos após a ingestão de álcool,
podem aparecer os efeitos estimulantes como euforia,
desinibição e loquacidade (maior facilidade para falar).
Com o passar do tempo, começam a aparecer os efeitos
depressores como falta de coordenação motora, descontrole
e sono. Quando o consumo é muito exagerado, o efeito
depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar o
estado de coma. Os efeitos do álcool variam de intensidade de acordo
com as características pessoais. Por exemplo, uma pessoa
acostumada a consumir bebidas alcoólicas sentirá os
efeitos do álcool com menor intensidade, quando comparada
com uma outra pessoa que não está acostumada a beber. Um
outro exemplo está relacionado à estrutura física; uma
pessoa com uma estrutura física de grande porte terá uma
maior resistência aos efeitos do álcool. O consumo de bebidas alcoólicas também pode
desencadear alguns efeitos desagradáveis, como
enrubecimento da face, dor de cabeça e um mal-estar geral.
Esses efeitos são mais intensos para algumas pessoas cujo
organismo tem dificuldade de metabolizar o álcool. Os
orientais, em geral, tem uma maior probabilidade de sentir
esses efeitos. Álcool
e Trânsito
A ingestão de álcool, mesmo em pequenas
quantidades, diminui a coordenação motora e os reflexos,
comprometendo a capacidade de dirigir veículos, ou operar
outras máquinas. Pesquisas revelam que grande parte dos
acidentes são provocados por motoristas que haviam bebido
antes de dirigir. Neste sentido, segundo a legislação
brasileira (Código Nacional de Trânsito, que passou a
vigorar em janeiro de 1998) deverá ser penalizado todo o
motorista que apresentar mais de 0,6 gramas de álcool por
litro de sangue. A quantidade de álcool necessária para
atingir essa concentração no sangue é equivalente a beber
cerca de 600ml de cerveja (duas latas de cerveja ou três
copos de chope), 200ml de vinho (duas taças) ou 80ml de
destilados (duas doses). Alcoolismo
Conforme já citado neste texto, a pessoa que consome
bebidas alcoólicas de forma excessiva, ao longo do tempo,
pode desenvolver dependência do álcool, condição esta
conhecida como "alcoolismo". Os fatores que podem
levar ao alcoolismo são variados, podendo ser de origem
biológica, psicológica, sócio-cultural ou ainda ter a
contribuição resultante de todos estes fatores. A dependência
do álcool é uma condição freqüente, atingindo cerca de
5 a 10% da população adulta brasileira. A transição do beber moderado ao beber problemático
ocorre de forma lenta, tendo uma interface que, em geral,
leva vários anos. Alguns dos sinais do beber problemático
são: desenvolvimento da tolerância, ou seja, a necessidade
de beber cada vez maiores quantidades de álcool para obter
os mesmos efeitos; o aumento da importância do álcool na
vida da pessoa; a percepção do "grande desejo"
de beber e da falta de controle em relação a quando parar;
síndrome de abstinência (aparecimento de sintomas desagradáveis
após ter ficado algumas horas sem beber) e o aumento da
ingestão de álcool para aliviar a síndrome de abstinência. A síndrome de abstinência do álcool é um quadro
que aparece pela redução ou parada brusca da ingestão de
bebidas alcoólicas após um período de consumo crônico. A
síndrome tem início 6-8 horas após a parada da ingestão
de álcool, sendo caracterizada pelo tremor das mãos,
acompanhado de distúrbios gastrointestinais, distúrbios de
sono e um estado de inquietação geral (abstinência leve).
Cerca de 5% dos que entram em abstinência leve evoluem para
a síndrome de abstinência severa ou delirium tremens que,
além da acentuação dos sinais e sintomas acima referidos,
caracteriza-se por tremores generalizados, agitação
intensa e desorientação no tempo e espaço. Efeitos
no resto do corpo
Os indivíduos dependentes do álcool podem
desenvolver várias doenças. As mais freqüentes são as
doenças do fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólica
e cirrose). Também são freqüentes problemas do aparelho
digestivo (gastrite, síndrome de má absorção e
pancreatite), no sistema cardiovascular (hipertensão e
problemas no coração). Também são freqüentes os casos
de polineurite alcoólica, caracterizada por dor,
formigamento e câimbras nos membros inferiores. Durante
a gravidez
O consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação
pode trazer conseqüências para o recém-nascido, sendo
que, quanto maior o consumo, maior a chance de prejudicar o
feto. Desta forma, é recomendável que toda gestante evite
o consumo de bebidas alcoólicas, não só ao longo da gestação
como também durante todo o período de amamentação, pois
o álcool pode passar para o bebê através do leite
materno. |
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